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Vídeo por José Carlos - Ovos descascando


A Lorena dos Santos de Colina (SP) nos surpreendeu com este maravilhoso vídeo filmado no criadouro de seu pai, o José Carlos.

Neste fantástico vídeo nós podemos flagrar um dos momentos mais interessantes na criação de periquitos, o nascimento.




Caros amigos Lorena e José Carlos, agradecemos sua participação em nosso portal, e muito obrigado por este vídeo super legal.

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Cuidados para a comida não ficar em baixo dos poleiros.
Vídeo: Alimentando Filhotes de Periquitos
Alimentando um filhote.
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Foto da Semana: Por Ricardo Miguel

O Ricardo Miguel, leitor do Vida de Periquito de Ituiutaba, Minas Gerais, nos enviou estas fotos maravilhosas nos ajudando a trazer de volta a coluna "Foto da Semana".

Foto da Semana

Parabéns Ricardo, recebemos sua fotos que ficaram muito boas. E obrigado por participar e colaborar com o Portal Vida de Periquito.

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Consangüinidade.

Hoje em dia é realmente fato que a utilização da consangüinidade, quando aplicada de maneira correta, pode trazer grandes benefícios para um programa de seleção genética consistente. No entanto, há várias maneiras de utilizá-la. A consangüinidade muito próxima, entre pais e filhos, irmãos próprios e até mesmo meio-irmãos não é o método mais utilizado em programas de seleção genética de médio e longo prazo, que visam principalmente o aprimoramento genético consistente. Esses acasalamentos citados, embora possam ser realmente úteis em situações específicas, irão proporcionar, em um curto período a produção de "clones" do indivíduo fundador da linhagem. Esse, certamente não é o principal objetivo de um programa consistente de aprimoramento genético que, como o próprio nome diz, busca sempre "ir além", produzindo a cada geração indivíduos mais elaborados .
Nesse tipo de programa de seleção genética, os acasalamentos mais utilizados são aqueles que abrangem a consangüinidade mais distante, como por exemplo "Tio-Sobrinho", "Avós-Netos" e muito esporadicamente em casos de real necessidade para se perpetuar algum patrimônio genético "quase" extinto, os chamados meio-irmãos. Não bastasse isso, a consangüinidade mais próxima (pais com filhos, irmãos com irmãos) aumenta em muito a possibilidade de ocorrência das chamadas "homozigoses indesejadas", que nada mais são do que justamente a possibilidade de genes recessivos causadores de problemas físicos, que podem eventualmente estar sendo portado por um determinado exemplar, acabarem por se manifestarem pela ocorrência do confronto gênico que esse tipo de acasalamento propicia em uma porcentagem muito maior.
Em todos esses anos em que venho desenvolvendo as minhas próprias linhas de sangue, pude constatar "na prática", que o tipo de acasalamento consangüíneo que mais oferece bons resultados, no que diz respeito ao aprimoramento genético, e com um risco muito menor de ocorrência de problemas físicos é, certamente, o acasalamento entre "Tio-Sobrinho". Já li artigos sobre a utilização do "in-breeding" (consangüinidade bem próxima), que defende a idéia de que esse sistema seria o "ideal" para se homogeneizar um plantel. Se a intenção for formar um plantel de "clones", acredito que seja pertinente essa afirmação.
No entanto, os grandes criadores da atualidade conseguiram uma consistência extraordinária nas suas linhas de sangue através do "Line-Breeding", que é justamente essa consangüinidade mais distante, principalmente entre tios-sobrinhos. Vale lembrar, também, que seguir de maneira intransigente qualquer "fórmula mágica" para se produzir periquitos campeões, seja no processo de seleção genética e até mesmo na criação e manejo, levará qualquer criador bem intencionado ao caminho da "frustração e da amargura".
O que esses grandes criadores fazem no que diz respeito ao programa de seleção genética, é sim a utilização do que eu chamaria de "sistema híbrido", onde se desenvolvem efetivamente as linhas de sangue, mas ao mesmo tempo também se busca o aprimoramento das mesmas através do choque de indivíduos que mesmo que não sejam "parentes diretos", são oriundos de linhas de sangue consistentes, que já vem há muitas gerações sendo acasalados na consangüinidade indireta.
Esse processo é diferente do chamado "Out-Crosser", pois o Out-Crosser é caracterizado por acasalamentos entre indivíduos não aparentados e que também são originários de acasalamentos "aleatórios", sem a utilização da consangüinidade. A razão pela qual a consangüinidade permite a perpetuação de características físicas nos exemplares é pelo fato de que as características físicas são determinadas não pela ação de genes isolados (como ocorre na maioria dos casos na genética que determina as "cores" e os "desenhos de asas" dos periquitos), mas sim pela ação conjunta de vários genes (recombinação gênica), e que são desconhecidos pela ciência.
O que se consegue avaliar, é o resultado que essas recombinações gênicas propiciam, justamente através da criação de exemplares de alta qualidade. O que se faz então é agrupar esses exemplares em "famílias", formando-se assim as chamadas "linhas de sangue".
Na prática o que ocorre é que, no momento em que você está agrupando esses exemplares em famílias, você também está conseqüentemente, selecionando essas chamadas "recombinações gênicas" (que produzem os aspectos físicos desejáveis), mesmo sem conhecermos cientificamente "quem são elas" e "como elas agem". Essa prática, ao longo do tempo, geração após geração, é que permite o desenvolvimento de linhas de sangue e de plantéis extremamente consistentes, que atravessam décadas.

Fúlvio Lucietto
Juiz OBJO

Grande abraço à todos.

Leia mais:
Consangüinidade, uma técnica, muitas dúvidas.
Tabela das cores nos periquitos australianos.
Variação de melaninas: As marcações nos periquitos
A base das cores dos periquitos
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Entendendo melhor os Fulvos e Corpos Claros

Fúlvio Lucietto
Juiz OBJO

Os "fallows" ou "fulvos" como são mais conhecidos aqui no Brasil, têm herança genética autossômica recessiva, ou seja, o gene que determina essa mutação pode ser portado tanto pelo macho quanto pela fêmea, já que ele não ocorre no cromossomo sexual (halossômico).

Vale lembrar que existem três tipos diferentes de fulvos conhecidos. O "Fulvo Alemão", que é o que ocorre na maioria absoluta dos exemplares fulvos que vemos, têm o olho cor de cereja, um vermelho brilhante, bem diferente dos olhos dos exemplares "Inos" (albinos e lutinos). Eles possuem também uma íris branca em torno das pupilas. O corpo é bastante despigmentado, principalmente na parte frontal do peito e as penas apresentam melanina marrom, diferente da melanina preta e da feomelanina (melanina de tonalidade marrom apresentada pelos exemplares Canelas). Há também outros dois tipos de fulvos, o "Fulvo Inglês", que tem fenótipo (aspecto físico) idêntico ao mutante alemão, só que não possui íris nos olhos, e finalmente o "Fulvo Escocês", também com a mesma aparência, porém com olhos cereja e íris rosadas.

periquito fulvo.

Uma curiosidade a respeito dos fulvos, é que a descoberta da existência de tipos distintos de fulvos se deu por acaso, quando um criador inglês acasalou dois fulvos visuais e desse acasalamento só nasceram filhotes normais não mutantes, o que o levou a deduzir e posteriormente comprovar através de novos acasalamentos, que os dois fulvos que ele havia acasalado eram produzidos por mutações provenientes de genes diferentes.

periquito fulvo.


O "Clear-Body" ou "Corpo-Claro" é uma mutação de herança genética halossômica "ligado ao sexo". Ela é produzida por um gene que ocorre no cromossomo sexual (12º par) e, portanto não pode ser portado pelas fêmeas, somente pelos machos.
Nas aves, é a fêmea que determina o sexo do filhote, diferentemente dos mamíferos. O gene que determina a mutação Clear-Body é "alelo" do gene que determina o albinismo, ou seja, é uma apresentação em estado diferente do mesmo gene que determina o albinismo. Essa é uma das chamadas séries de "Alelos Múltiplos" que ocorrem no periquito australiano.

periquito fulvo.

Normalmente os genes se apresentam em dois estados: Original e Mutante. No primeiro caso, Original ou Selvagem, é como os genes se expressam nos periquitos nativos, (Austrália), e que determinam que o periquito seja Verde Claro, como os periquitos australianos selvagens. No segundo caso, Mutante, o gene mutante apresenta um "defeito" na sua constituição e que acarreta em um aspecto visual diferente no exemplar, chamado "Mutação".
O termo "Alelo Múltiplo" nada mais é do que o nome que se dá á um gene que apresenta mais de uma forma mutante diferente do mesmo gene, além da forma original (selvagem). No entanto, mesmo os estados diferentes de um mesmo gene, apresentam uma relação de dominância e recessividade entre eles.

periquito fulvo.

A mutação Corpo-Claro é determinada por um estado diferente do mesmo gene do albinismo, só que ela é Dominante em relação ao gene "Ino". Portanto, você pode ter, por exemplo, um macho Corpo-Claro portador de "Ino", e que acasalado com uma fêmea normal não-mutante vai gerar filhotes fêmeas 50% Corpo-Claro e 50% Inos, e filhotes machos normais, sendo 50% portadores de Corpo-Claro e 50% portadores de Ino.
Você pode me perguntar, "mas o Clear-Body não é uma mutação de característica recessiva e ligada ao sexo, como ele pode ser Dominante em relação ao Ino”? O que ocorre na realidade, é que nenhum gene é "Totalmente Dominante", ou "Totalmente Recessivo", ou até mesmo "Totalmente Codominante". Os genes têm o seu comportamento hereditário determinado sempre em relação a outro gene equivalente.
periquito fulvo.

Sendo assim, um gene pode ter comportamento de "dominância" em relação à um determinado gene, e comportamento de "recessividade" em relação à um outro gene. É o que ocorre com o gene que determina o Clear-Body. Ele é Recessivo e ligado ao Sexo (halossômica) quando confrontado ao gene Nativo Não-Mutante, e Dominante quando confrontado à sua outra forma de apresentação que é o Ino, (albino ou lutino). Os exemplares apresentam o Corpo despigmentado e as rêmiges (penas maiores das asas) também com certa despigmentação.
Assim como no caso dos fulvos, os Clear-Body também se apresentam em tipos distintos como o "Texas Clear-Body" ou Corpo-Claro do Texas, que é a mutação com que temos contato, e da qual se trata a maioria absoluta dos Clears em todo o mundo, o "Clear-Body de Terranoe" e o "Clear-Body de Easley".

periquito corpo claro

periquito corpo claro

periquito corpo claro

periquito corpo claro

periquito corpo claro

periquito corpo claro

periquito corpo claro
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Tipos de "Face amarela" por Fulvio Lucietto

Sempre com a intenção de informar os leitores do vida de periquito trazemos artigos como este, escrito pelo grande criador de periquitos da cidade de Caieiras - SP, o Fulvio Lucietto.


TIPOS DE FACE AMARELA
Fulvio Lucietto
Juiz OBJO

Primeiramente, o comportamento hereditário de um gene deve sempre ser analisado em relação a um gene equivalente, principalmente quando se trata de uma das séries chamadas de "Alelos Múltiplos", em que o gene apresenta, além do estado selvagem, mais de um estado mutante diferente. No caso das mutações que produzem o aspecto visual Face-Amarela, embora elas apresentem comportamento hereditário de codominância sobre o azul (que é a forma mais recessiva dessa série específica de alelos múltiplos), são completamente inibidos pela ação do gene selvagem (verde) quando confrontados com o mesmo, o que mostra um comportamento de recessividade em relação ao gene nativo (selvagem). O Face-Amarela Cobalto Tipo I, tem como característica, além de uma tonalidade mais fraca de amarelo, o fato de o exemplar homozigoto (dois fatores) apresentar a face completamente branca, indistinguível em relação aos exemplares azuis. O Face-Amarela Tipo II, tem realmente a tonalidade do amarelo mais intenso, além do fato de o exemplar homozigoto (dois fatores) também ter a face amarela (diferentemente dos exemplares do Tipo I), só que o pigmento amarelo se restringindo basicamente à face, sem infiltração pelo corpo. O que eles chamam de "Face-Amarela" Tipo III é a mutação "Australian Yellow-Face", conhecida também como "Golden-Face” ou "Face Dourada". Os Golden Faces têm a intensidade do amarelo mais forte, das três mutações e também tem como característica a presença de pigmento amarelo restrita à face nos exemplares homozigotos. Na realidade, todas as mutações que produzem o aspecto visual (fenótipo) face amarela, apresentam um "defeito" na constituição do pigmento amarelo, o que faz com que esse pigmento se apresente em menor quantidade do que nos exemplares selvagens (verdes). Pois bem, se essas mutações apresentam "defeito" na produção do pigmento amarelo e, portanto uma diminuição na quantidade desse pigmento, não teria sentido dizer que os exemplares que apresentam um gene de verde e um gene de face-amarela (Verde portador de face amarela, sim, é possível usarmos essa denominação) tenha uma maior intensidade na tonalidade do amarelo da face, uma vez que o gene face-amarela diminui a produção de pigmento amarelo, e não aumenta. Nas exposições aqui no Brasil, os exemplares golden faces heterozigotos (com apenas um fator) também são julgados na série face-amarela. Espero ter colaborado para o esclarecimento das dúvidas! Grande abraço a todos!

ADA celeste face amarela


ADA celeste face amarela


celeste face amarela


celeste face amarela


Ar celeste face amarela


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Poesia oração dos criadores.

Encontrei esta poesia numa revista da FOB (Federação Ornitológica Brasileira), achei interessante repassar para os leitores do Vida de Periquito.

Com certeza dedicado a todo homem e mulher que trata com amor seus animais de estimação.

Que homem é esse, que tem por mim, um cuidado, um amor que eu diria incondicional...Que homem é esse, que apesar de mãos grandes e pesadas, me segura com tão doce segurança. Que homem é esse, que às vezes passa horas ao meu lado, quando estou doente, e zela por minha recuperação. Já me disseram que sou prisioneiro dentro de uma bela gaiola. Que deveria estar livre, voando... Então por alguns minutos pensei... Qual é o meu destino? Devo seguir a minha espécie e voar? Será que estou indo contra a natureza? Então por alguns minutos meditei... Quantas vezes esse homem cansado, após um dia difícil de trabalho, cedeu a mim suas horas de descanso. E algumas vezes, ao cuidar de meus amigos esqueceu minha gaiola aberta... E eu tive a oportunidade de experimentar essa tal liberdade... Mas, ao voar, olhei para aquele homem e, o vi, ali... De pé, me olhando com os olhos tristes e lacrimejando. Que homem é esse que chora por mim, Que homem é esse que é capaz de amar, mesmo eu não sendo de sua espécie. Que homem é esse que se esquece de se alimentar, mas nunca se esquece de alimentar-me e nunca se esquece dos meus remédios. Que liberdade é essa? Mas me sinto prisioneiro deste homem. Mas me sinto contrariando meu destino. Recebo e sinto que ele me ama e jamais irá maltratar-me, sei que gosta de mim. Sim eu realmente tive a oportunidade de voar, mas... Esse homem me faz sentir livre... E por tal motivo eu voltei... E canto... Canto... Porque sou feliz... Porque sei que sou amado e não prisioneiro!

Leia mais:
Periquitos nativos australianos
Periquito cor de rosa.
Curiosidades: Idade dos periquitos
Mapa das aves no mundo
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Consangüinidade, uma técnica, muitas dúvidas.

O Vida de Periquito busca informar seus leitores sobre assuntos que interessam no melhoramento da criação de periquitos e desta maneira traz a informação de pessoas que labutam nesta área e gratuitamente nos trazem as informações.

CONSANGUINIDADE
Fulvio Lucietto.
Juiz OBJO (Ordem Brasileira de Juízes da Ornitologia).


Hoje em dia é realmente fato que a utilização da consangüinidade, quando aplicada de maneira correta, pode trazer grandes benefícios para um programa de seleção genética consistente. No entanto, há várias maneiras de utilizá-la.

A consangüinidade muito próxima, entre pais e filhos, irmãos próprios e até mesmo meio-irmãos não é o método mais utilizado em programas de seleção genética de médio e longo prazo, que visam principalmente o aprimoramento genético consistente. Esses acasalamentos citados, embora possam ser realmente úteis em situações específicas, irão proporcionar em um curto período a produção de "clones" do indivíduo fundador da linhagem. Esse, certamente não é o principal objetivo de um programa consistente de aprimoramento genético que, como o próprio nome diz, busca sempre "ir além", produzindo a cada geração indivíduos mais elaborados.

Nesse tipo de programa de seleção genética, os acasalamentos mais utilizados são aqueles que abrangem a consangüinidade mais distante, como por exemplo, "Tio-Sobrinho", "Avós-Netos" e muito esporadicamente em casos de real necessidade para se perpetuar algum patrimônio genético "quase" extinto, os chamados meio-irmãos. Não bastasse isso, a consangüinidade mais próxima (pais com filhos, irmãos com irmãos) aumenta em muito a possibilidade de ocorrência das chamadas "homozigoses indesejadas", que nada mais são do que justamente a possibilidade de genes recessivos causadores de problemas físicos, que podem eventualmente estar sendo portado por um determinado exemplar, acabarem por se manifestarem pela ocorrência do confronto gênico que esse tipo de acasalamento propicia em uma porcentagem muito maior.

Em todos esses anos em que venho desenvolvendo as minhas próprias linhas de sangue, pude constatar "na prática", que o tipo de acasalamento consangüíneo que mais oferece bons resultados, no que diz respeito ao aprimoramento genético, e com um risco muito menor de ocorrência de problemas físicos é, certamente, o acasalamento entre "Tio-Sobrinho".

Já li artigos sobre a utilização do "in-breeding" (consangüinidade bem próxima), que defende a idéia de que esse sistema seria o "ideal" para se homogeneizar um plantel. Se a intenção for formar um plantel de "clones", acredito que seja pertinente essa afirmação. No entanto, os grandes criadores da atualidade conseguiram uma consistência extraordinária nas suas linhas de sangue através do "linebreeding", que é justamente essa consangüinidade mais distante, principalmente entre tios-sobrinhos.

Vale lembrar, também, que seguir de maneira intransigente qualquer "fórmula mágica" para se produzir periquitos campeões, seja no processo de seleção genética e até mesmo na criação e manejo, levará qualquer criador bem intencionado ao caminho da "frustração e da amargura".

O que esses grandes criadores fazem no que diz respeito ao programa de seleção genética, é sim a utilização do que eu chamaria de "sistema híbrido", onde se desenvolvem efetivamente as linhas de sangue, mas ao mesmo tempo também se busca o aprimoramento das mesmas através do choque de indivíduos que mesmo que não sejam "parentes diretos", são oriundos de linhas de sangue consistentes, que já vem há muitas gerações sendo acasalados na consangüinidade indireta. Esse processo é diferente do chamado "Out-Crosser", pois o outcrosser é caracterizado por acasalamentos entre indivíduos não aparentados e que também são originários de acasalamentos "aleatórios", sem a utilização da consangüinidade.

A razão pela qual a consangüinidade permite a perpetuação de características físicas nos exemplares, é pelo fato de que as características físicas são determinadas não pela ação de genes isolados (como ocorre na maioria dos casos na genética que determina as "cores" e os "desenhos de asas" dos periquitos), mas sim pela ação conjunta de vários genes (recombinação gênica), e que são desconhecidos pela ciência. O que se consegue avaliar é o resultado que essas recombinações gênicas propiciam, justamente através da criação de exemplares de alta qualidade.

O que se faz então é agrupar esses exemplares em "famílias", formando-se assim as chamadas "linhas de sangue". Na prática o que ocorre é que, no momento em que você está agrupando esses exemplares em famílias, você também está conseqüentemente, selecionando essas chamadas "recombinações gênicas" (que produzem os aspectos físicos desejáveis), mesmo sem conhecermos cientificamente "quem são elas" e "como elas agem". Essa prática, ao longo do tempo, geração após geração, é que permite o desenvolvimento de linhas de sangue e de plantéis extremamente consistentes, que atravessam décadas. Grande abraço a todos.

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Tabela das cores nos periquitos australianos.
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Melhorando os "inos" lutinos e albinos
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Turminha colorida da Raquel Betin



A leitora Raquel Betin nos mandou estas fotos onde podemos apreciar uma fêmea ADA azul face amarela acasalada com um macho verde claro. Os três filhotes apresentam coloração escura e isto nos leva a entender que se o pai é um verde claro então a mãe obrigatoriamente é azul cobalto (escuro), haja visto que dois claros nunca teriam filhotes escuros. A não ser que devido a intensidade de cor apresentada pela foto somada á um escurecimento provocada pela telinha do monitor estejam nos enganado. Uma coisa é certa: Para ter filhos escuros pelo menos um do casal tem que ser escuro.













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Periquitos da leitora Marta - MG

Parabéns Marta, as fotos ficaram muito boas e os periquitos muito bonitos, limpos, e com um aspecto de aves muito bem cuidadas. Além dos azuis normais tem uma albina e também uma turma de ADA (Arlequim Dominante Australiano).


O mais amarelo é um ADA duplo fator.



Este que parece um verde com a face amarela é um celeste face amarela, parece verde devido à infiltração amarela na cor azul.




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Foto da Semana: Participação de Alessandro C. Corrêa

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Fotos da Semana: Participação de Alessandro C. Corrêa

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Foto da Semana: Participação de Alessandro C. Corrêa

Nossa Foto da Semana foi enviada pelo criador e amigo do Vida de Periquito Alessandro C. Corrêa.



Foto da Semana




Alessandro, agradecemos imensamente por sua participação!



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Fotos da Semana: Jose Roberto Duran
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Foto da Semana - CAROLINA GRANJA, presença "ino"
Foto da Semana: Participação de Kaíque de Sousa






Outra linda Foto!
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Periquitos nativos australianos

É assim desta forma que eles existem ainda hoje na Austrália: Verdes claros, pequenos e sempre em bandos. Sim, sempre em bandos e por isso eu insisto em dizer que criar apenas um deles como companhia, pode fazer muito bem pra nós, mas para eles com certeza não. Tenho certeza absoluta que eles precisam de pelo menos um da espécie deles para se comunicarem. Não importa o sexo, podem ser dois machos ou duas fêmeas, eles não têm preconceitos quanto a este detalhe, precisam apenas de uma companhia.


Leia mais:
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Black Face, mutação esquecida pelos Brasileiros.
Periquito australiano em selos
PERIQUITOS - Aves ou pássaros?
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A base das cores dos periquitos

UPDATE: (atualizado em 26/10/2009)


Só existem duas linhas de cor de periquitos: o verde, ao qual se inclui o amarelo, e o azul o qual se incluem os cinzas e os brancos. A linha verde é dominante, logo, se não portarem azul (ser filho de um pai ou uma mãe azul) seus filhotes serão todos verdes, e no teu caso o verde cinza, porque o cinza mistura com o verde.

O amarelo (lutino), amarelo de olhos vermelhos, só o macho pode dar uma filha amarela, mesmo sua fêmea sendo de outra cor. Mas quando se tem uma lutina (fêmea), ela não consegue passar filho (a) lutino com um macho de outra cor (cor normal). Porque esta mutação (lutino) é ligada ao sexo, é um caso onde só os machos passam. Para obter machos lutinos, ou albinos, somente com um casal de lutinos, ou albinos, ou uma fêmea ino com um macho normal portador de ino (qualquer outra cor). Porém, os filhos machos deste casal (o teu) serão portadores de ino (gene para o amarelo de olho vermelho, lutino, e para o branco de olho vermelho, albino, porque a mãe é lutina, ino).


Conchecendo esta e outras características genéticas (quem domina e quem é dominado) os resultados das proles podem até ser programados pois não fugirão a regra.


Ino .............................................lutino ou albino



Portador.......................................filho de pai ou mãe com aquela mutação



Verde............................................ dominante sobre o azul, anula, só permite amarelo



Azul...............................................dominante sobre o albino, porém combina, permite.



Normal....quanto a cor...........................qualquer cor que não seja albino ou lutino



Pra fazer lutino dar albino..............cruzar com azul, pois o branco vem do azul



Os filhos machos dos ino ............serão portadores de ino (não importa a cor deles)



Os filhos dos verdes com azul .......serão portadores de azul.



Os cinzas ........................................são considerados azul, procedem como tal


Tem que estudar não tem? Periquitos, mutações, genética em periquitos, herança ligada ao sexo, dominância, recessivos e vai por aí a fora. Ninguém em lugar algum do mundo sabe tudo, cada um sabe um pouco. E agente aqui procura colaborar um pouquinho também.



Leia mais:

As cores nos periquitos australianos.

AS CORES NOS PERIQUITOS AUSTRALIANOS

A mutação "ino", lutinos e albinos.

BELEZA X QUALIDADE

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Colaboração do Leitor Antonio Carlos da Silva Junior.

Este celeste é um pouco mais claro que o natural e isto acontece devido a coloração das asas (marrom). É um celeste asa canela e isto interfere na coloração do corpo. Quanto ao tamanho é um exemplar chamado três quartos, ou seja, a mistura de padrão inglês com australianinho. O exemplar saiu com o corpo bem volumoso, porém com cabeça pequena. Este detalhe poderá ser corrigido conseguindo uma fêmea com boa cabeça, (grande e com boa armação)

Leia mais:

Participação da Leitora Marcinha Cristinna

O primeiro violeta nascido no criadouro do Marlon.

Marlon extreando a criação do padrão inglês.

Azul cobalto asas cinzas, do criadouro da Jacqueline de Souza.

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Cores nos periquitos: O periquito Verde Cinza

Continuando com o assunto "cores" nos periquitos, nestas duas fotos temos o verde cinza, que é o resultado do periquito verde com o cinza. O cinza quando combinado com o fundo amarelo dos periquitos verdes faz surgir os periquitos verdes cinzas, portanto, o pigmento amarelo é o que diferencia o verde cinza do cinza. (clique nas imagens para ampliar)





Apresentando as cores dos periquitos buscamos colocar nossos leitores aptos com a nomenclatura utilizada por todos os criadores, isto facilita o entendimento quando nos referirmos a este ou aquele exemplar em artigos futuros.

Continue a leitura:
Outros artigos sobre cores dos periquitos.
As cores nos periquitos australianos.
Tamanho e cores dos periquitos australianos.
Periquito Verde cinza portador de ino.
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Foto da Semana

A Foto da Semana é uma colaboração do leitor Gelson Leite diretamente do estado do Amazonas.

Foto da Semana












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Tamanho e cores dos periquitos australianos.

Atendendo aos pedidos dos leitores estamos disponibilizando uma foto com dois periquitos verdes claros machos. De acordo com os tamanhos podemos facilmente identificar o pequeno "australianinho” e o australiano de exposição ou padrão inglês. Este é o tom natural de um normal verde claro.
Leia mais:
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Participação do leitor Luciano Candido Salgado.

Belas aves! Bela foto! São sempre um regalo para nossos olhos que não se cansam de apreciar as mil e uma variedades deste tal de periquito australiano. Obrigado Luciano!!!!


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Criação em gaiolas com caixas ninhos internas.

Atendendo a pedidos dos leitores do site vou mostrar gaiolas com caixas ninhos no seu interior.

Esta modalidade exige gaiolas maiores, para que não se perca muito espaço útil. O meu amigo Alessandro Corrêa, do criadouro Santa Maria (foto), no coração do Rio Grande do Sul, utiliza gaiolas com as medidas : 100 x 30 x 50 cm e gentilmente nos ofereceu estas fotos para apreciação.
Leia mais:
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Observando se um ovo fértil.

Após seis ou sete dias no choco um ovo já nos pode mostrar se esta pronto para nos dar um filhote ou se pode ser descartado. Basta para isto observá-lo sob um foco de uma lanterninha fina e bem potente como na foto. É aconselhável deixar um ou dois ovos mesmo que não estejam férteis, pois servirão como apoio para que os pequenos filhotes não sejam pisoteados.


Leia também:
Ovo cheio e ovo vazio
Alimentando um filhote
Espaço na caixa ninho
Periquito Inglês - Criação em gaiolas

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Resposta ao leitor: Fêmea que arranca as próprias penas

Respondendo a pergunta da Nariella, tenho que dizer que esta fêmea que arranca as próprias penas esta com problemas e não deve ser colocada para reprodução agora. Quando começam a arrancar as próprias penas é porque precisam de ajuda.

Importante é verificar se o lugar onde ela esta mora; se a gaiola é muito pequena; se é limpinha; se pega um pouco de sol; quantas vezes ela já botou ovos; se alimenta adequadamente; e se ela não passou de quatro anos de idade, porque dai pra frente começa a ficar difícil reproduzir.

Quando vamos iniciar uma criação de periquitos, o ideal é primeiro aplicar as gotas de "allax" ou outro medicamento da mesma linha, á base de ivermectina para acabar com qualquer possibilidade de parasitos. Em seguida dar um vermífugo para aves e depois então um revitalizante, para fortalecer (seguindo corretamente a bula dos medicamentos). Neste tempo todo do tratamento, uns 15 dias no máximo, ela deve receber uma banheirinha com água e algumas gotas de iodo para se lavar, (pode ser vinagre, as gotas), duas ou três vezes por semana.

Daí sim, ela estará em condições de começar um período de cria que não deve ultrapassar a três ou quatro rodadas seguidas. (cada rodada é composta de postura, choco e criação dos filhotes). Depois destas rodadas deve ser repetido o processo de recuperação (medicamentos e revitalizantes), seguido de secenta dias de descanso.

Parece muito mas não é, é apenas o cuidado e o respeito que todo animal merece. Além do mais, quem sai ganhando somos nós, pois desta forma elas criam mais e melhor.

Por último sugiro a leitura dos artigos do Portal Vida de Periquito, estes irão ajudar a entender bem como funciona a criação destes lindos amiguinhos.

Leia também:
Idade correta para acasalamento.
Ambiente adequado ás aves.
Grit - A IMPORTÂNCIA DA AREIA NA DIETA DOS PERIQUITOS.
Periquito Inglês - Criação em gaiolas

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