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RECANTO DE UM GRANDE CAMPEÃO

Quem gosta de periquitos de exposição e ainda não agendou uma visita ao Sr. Rolli Bruch em Jaraguá do Sul, Santa Catarina, com certeza ainda não viu tudo e deveria tentar esta possibilidade.

Visitar o "Seu Rolli"  é sem dúvida alguma um grande presente para os aficcionados pelos budgerigars ou o antigo nome "periquito inglês".
Sempre se consegue adiquirir bons periquitos com ele, além do seu sorriso e simpatia que fazem parte da recepção prestada aos visitantes. 
O criadouro "VIDA DE PERIQUITO" presta esta homenagem a este grande criador e ser humano, ao mesmo tempo que  agradece pela excelente recepção e aquisição das novas peças que muito engrandecem nosso plantel.
Um grande abraço ao amigo Rolli Bruch, com certeza em breve voltaremos lá.


















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Boa Linhagem no Interior Gaúcho - Nariella

A leitora Nariella começou a pouco tempo com a criação de ingleses e já está dando um "banho de bola" em muita gente graúda. Foi aqui, foi ali, leu, estudou, deu uma passada no criadouro Vida de Periquito em Florianópolis comprou alguns periquitos do seu Julio e em pouco tempo vejam a categoria dos filhotes que ela já está "tirando", como diz a turma.
Parabéns Nariella, vejo um grande futuro na criação de ingleses que você está formando.





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Consangüinidade.

Hoje em dia é realmente fato que a utilização da consangüinidade, quando aplicada de maneira correta, pode trazer grandes benefícios para um programa de seleção genética consistente. No entanto, há várias maneiras de utilizá-la. A consangüinidade muito próxima, entre pais e filhos, irmãos próprios e até mesmo meio-irmãos não é o método mais utilizado em programas de seleção genética de médio e longo prazo, que visam principalmente o aprimoramento genético consistente. Esses acasalamentos citados, embora possam ser realmente úteis em situações específicas, irão proporcionar, em um curto período a produção de "clones" do indivíduo fundador da linhagem. Esse, certamente não é o principal objetivo de um programa consistente de aprimoramento genético que, como o próprio nome diz, busca sempre "ir além", produzindo a cada geração indivíduos mais elaborados .
Nesse tipo de programa de seleção genética, os acasalamentos mais utilizados são aqueles que abrangem a consangüinidade mais distante, como por exemplo "Tio-Sobrinho", "Avós-Netos" e muito esporadicamente em casos de real necessidade para se perpetuar algum patrimônio genético "quase" extinto, os chamados meio-irmãos. Não bastasse isso, a consangüinidade mais próxima (pais com filhos, irmãos com irmãos) aumenta em muito a possibilidade de ocorrência das chamadas "homozigoses indesejadas", que nada mais são do que justamente a possibilidade de genes recessivos causadores de problemas físicos, que podem eventualmente estar sendo portado por um determinado exemplar, acabarem por se manifestarem pela ocorrência do confronto gênico que esse tipo de acasalamento propicia em uma porcentagem muito maior.
Em todos esses anos em que venho desenvolvendo as minhas próprias linhas de sangue, pude constatar "na prática", que o tipo de acasalamento consangüíneo que mais oferece bons resultados, no que diz respeito ao aprimoramento genético, e com um risco muito menor de ocorrência de problemas físicos é, certamente, o acasalamento entre "Tio-Sobrinho". Já li artigos sobre a utilização do "in-breeding" (consangüinidade bem próxima), que defende a idéia de que esse sistema seria o "ideal" para se homogeneizar um plantel. Se a intenção for formar um plantel de "clones", acredito que seja pertinente essa afirmação.
No entanto, os grandes criadores da atualidade conseguiram uma consistência extraordinária nas suas linhas de sangue através do "Line-Breeding", que é justamente essa consangüinidade mais distante, principalmente entre tios-sobrinhos. Vale lembrar, também, que seguir de maneira intransigente qualquer "fórmula mágica" para se produzir periquitos campeões, seja no processo de seleção genética e até mesmo na criação e manejo, levará qualquer criador bem intencionado ao caminho da "frustração e da amargura".
O que esses grandes criadores fazem no que diz respeito ao programa de seleção genética, é sim a utilização do que eu chamaria de "sistema híbrido", onde se desenvolvem efetivamente as linhas de sangue, mas ao mesmo tempo também se busca o aprimoramento das mesmas através do choque de indivíduos que mesmo que não sejam "parentes diretos", são oriundos de linhas de sangue consistentes, que já vem há muitas gerações sendo acasalados na consangüinidade indireta.
Esse processo é diferente do chamado "Out-Crosser", pois o Out-Crosser é caracterizado por acasalamentos entre indivíduos não aparentados e que também são originários de acasalamentos "aleatórios", sem a utilização da consangüinidade. A razão pela qual a consangüinidade permite a perpetuação de características físicas nos exemplares é pelo fato de que as características físicas são determinadas não pela ação de genes isolados (como ocorre na maioria dos casos na genética que determina as "cores" e os "desenhos de asas" dos periquitos), mas sim pela ação conjunta de vários genes (recombinação gênica), e que são desconhecidos pela ciência.
O que se consegue avaliar, é o resultado que essas recombinações gênicas propiciam, justamente através da criação de exemplares de alta qualidade. O que se faz então é agrupar esses exemplares em "famílias", formando-se assim as chamadas "linhas de sangue".
Na prática o que ocorre é que, no momento em que você está agrupando esses exemplares em famílias, você também está conseqüentemente, selecionando essas chamadas "recombinações gênicas" (que produzem os aspectos físicos desejáveis), mesmo sem conhecermos cientificamente "quem são elas" e "como elas agem". Essa prática, ao longo do tempo, geração após geração, é que permite o desenvolvimento de linhas de sangue e de plantéis extremamente consistentes, que atravessam décadas.

Fúlvio Lucietto
Juiz OBJO

Grande abraço à todos.

Leia mais:
Consangüinidade, uma técnica, muitas dúvidas.
Tabela das cores nos periquitos australianos.
Variação de melaninas: As marcações nos periquitos
A base das cores dos periquitos
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Entendendo melhor os Fulvos e Corpos Claros

Fúlvio Lucietto
Juiz OBJO

Os "fallows" ou "fulvos" como são mais conhecidos aqui no Brasil, têm herança genética autossômica recessiva, ou seja, o gene que determina essa mutação pode ser portado tanto pelo macho quanto pela fêmea, já que ele não ocorre no cromossomo sexual (halossômico).

Vale lembrar que existem três tipos diferentes de fulvos conhecidos. O "Fulvo Alemão", que é o que ocorre na maioria absoluta dos exemplares fulvos que vemos, têm o olho cor de cereja, um vermelho brilhante, bem diferente dos olhos dos exemplares "Inos" (albinos e lutinos). Eles possuem também uma íris branca em torno das pupilas. O corpo é bastante despigmentado, principalmente na parte frontal do peito e as penas apresentam melanina marrom, diferente da melanina preta e da feomelanina (melanina de tonalidade marrom apresentada pelos exemplares Canelas). Há também outros dois tipos de fulvos, o "Fulvo Inglês", que tem fenótipo (aspecto físico) idêntico ao mutante alemão, só que não possui íris nos olhos, e finalmente o "Fulvo Escocês", também com a mesma aparência, porém com olhos cereja e íris rosadas.

periquito fulvo.

Uma curiosidade a respeito dos fulvos, é que a descoberta da existência de tipos distintos de fulvos se deu por acaso, quando um criador inglês acasalou dois fulvos visuais e desse acasalamento só nasceram filhotes normais não mutantes, o que o levou a deduzir e posteriormente comprovar através de novos acasalamentos, que os dois fulvos que ele havia acasalado eram produzidos por mutações provenientes de genes diferentes.

periquito fulvo.


O "Clear-Body" ou "Corpo-Claro" é uma mutação de herança genética halossômica "ligado ao sexo". Ela é produzida por um gene que ocorre no cromossomo sexual (12º par) e, portanto não pode ser portado pelas fêmeas, somente pelos machos.
Nas aves, é a fêmea que determina o sexo do filhote, diferentemente dos mamíferos. O gene que determina a mutação Clear-Body é "alelo" do gene que determina o albinismo, ou seja, é uma apresentação em estado diferente do mesmo gene que determina o albinismo. Essa é uma das chamadas séries de "Alelos Múltiplos" que ocorrem no periquito australiano.

periquito fulvo.

Normalmente os genes se apresentam em dois estados: Original e Mutante. No primeiro caso, Original ou Selvagem, é como os genes se expressam nos periquitos nativos, (Austrália), e que determinam que o periquito seja Verde Claro, como os periquitos australianos selvagens. No segundo caso, Mutante, o gene mutante apresenta um "defeito" na sua constituição e que acarreta em um aspecto visual diferente no exemplar, chamado "Mutação".
O termo "Alelo Múltiplo" nada mais é do que o nome que se dá á um gene que apresenta mais de uma forma mutante diferente do mesmo gene, além da forma original (selvagem). No entanto, mesmo os estados diferentes de um mesmo gene, apresentam uma relação de dominância e recessividade entre eles.

periquito fulvo.

A mutação Corpo-Claro é determinada por um estado diferente do mesmo gene do albinismo, só que ela é Dominante em relação ao gene "Ino". Portanto, você pode ter, por exemplo, um macho Corpo-Claro portador de "Ino", e que acasalado com uma fêmea normal não-mutante vai gerar filhotes fêmeas 50% Corpo-Claro e 50% Inos, e filhotes machos normais, sendo 50% portadores de Corpo-Claro e 50% portadores de Ino.
Você pode me perguntar, "mas o Clear-Body não é uma mutação de característica recessiva e ligada ao sexo, como ele pode ser Dominante em relação ao Ino”? O que ocorre na realidade, é que nenhum gene é "Totalmente Dominante", ou "Totalmente Recessivo", ou até mesmo "Totalmente Codominante". Os genes têm o seu comportamento hereditário determinado sempre em relação a outro gene equivalente.
periquito fulvo.

Sendo assim, um gene pode ter comportamento de "dominância" em relação à um determinado gene, e comportamento de "recessividade" em relação à um outro gene. É o que ocorre com o gene que determina o Clear-Body. Ele é Recessivo e ligado ao Sexo (halossômica) quando confrontado ao gene Nativo Não-Mutante, e Dominante quando confrontado à sua outra forma de apresentação que é o Ino, (albino ou lutino). Os exemplares apresentam o Corpo despigmentado e as rêmiges (penas maiores das asas) também com certa despigmentação.
Assim como no caso dos fulvos, os Clear-Body também se apresentam em tipos distintos como o "Texas Clear-Body" ou Corpo-Claro do Texas, que é a mutação com que temos contato, e da qual se trata a maioria absoluta dos Clears em todo o mundo, o "Clear-Body de Terranoe" e o "Clear-Body de Easley".

periquito corpo claro

periquito corpo claro

periquito corpo claro

periquito corpo claro

periquito corpo claro

periquito corpo claro

periquito corpo claro
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AD versos ADA

São chamados “AD” aos periquitos da mutação Arlequim dominante e ADA aos periquitos da mutação Arlequim dominante australiana. Embora em algumas aves o fenótipo se aproxime bastante, ou seja, são “parecidos”, porém na maioria diferem bastante. Costumamos dizer que um “AD” mal marcado pode até parecer um periquito normal, porém um ADA será sempre um ADA. Existem algumas dicas na diferenciação visual, como tamanho, onde os ADAs são maiores e também na coloração do peito. Um AD azul tem branco ou manchas bancas no peito e a barriga azul, um ADA azul tem o peito azul e a barriga branca. No caso dos verdes os ADs tem o peito amarelo e a barriga verde (mesmo que apenas manchas). Um ADA verde tem o peito verde e a barriga amarela, nos cinzas os ADs apresentam o peito branco e a barriga cinza, os ADAs apresentam o peito cinza e a barriga branca. Fazem uma inversão nas cores do corpo embora nem sempre seja fácil de perceber necessitamos um pouco de prática para aos poucos ir-mos reconhecendo os nuances que fazem a diferença. Os ADAs são fáceis de ser encontrados enquanto que os ADs estão nas mãos de criadores de exposição, é bem mais raro. Estamos disponibilizando algumas fotos de ADs para que os leitores absorvam as diferenças, haja visto ser os ADAs bastante conhecidos de todos e serão espostos em um outro artigo.










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Poesia oração dos criadores.

Encontrei esta poesia numa revista da FOB (Federação Ornitológica Brasileira), achei interessante repassar para os leitores do Vida de Periquito.

Com certeza dedicado a todo homem e mulher que trata com amor seus animais de estimação.

Que homem é esse, que tem por mim, um cuidado, um amor que eu diria incondicional...Que homem é esse, que apesar de mãos grandes e pesadas, me segura com tão doce segurança. Que homem é esse, que às vezes passa horas ao meu lado, quando estou doente, e zela por minha recuperação. Já me disseram que sou prisioneiro dentro de uma bela gaiola. Que deveria estar livre, voando... Então por alguns minutos pensei... Qual é o meu destino? Devo seguir a minha espécie e voar? Será que estou indo contra a natureza? Então por alguns minutos meditei... Quantas vezes esse homem cansado, após um dia difícil de trabalho, cedeu a mim suas horas de descanso. E algumas vezes, ao cuidar de meus amigos esqueceu minha gaiola aberta... E eu tive a oportunidade de experimentar essa tal liberdade... Mas, ao voar, olhei para aquele homem e, o vi, ali... De pé, me olhando com os olhos tristes e lacrimejando. Que homem é esse que chora por mim, Que homem é esse que é capaz de amar, mesmo eu não sendo de sua espécie. Que homem é esse que se esquece de se alimentar, mas nunca se esquece de alimentar-me e nunca se esquece dos meus remédios. Que liberdade é essa? Mas me sinto prisioneiro deste homem. Mas me sinto contrariando meu destino. Recebo e sinto que ele me ama e jamais irá maltratar-me, sei que gosta de mim. Sim eu realmente tive a oportunidade de voar, mas... Esse homem me faz sentir livre... E por tal motivo eu voltei... E canto... Canto... Porque sou feliz... Porque sei que sou amado e não prisioneiro!

Leia mais:
Periquitos nativos australianos
Periquito cor de rosa.
Curiosidades: Idade dos periquitos
Mapa das aves no mundo
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Aves do criadouro Vida de Periquito - Geração 2º semestre de 2009

Na sequência das fotos a primeira acima é uma normal cinza fêmea, a segunda é uma Ar cinza fêmea, a terceira é uma Ar celeste fêmea, a quarta e a quinta foto são dois irmãos Ar cinza gold machos, a sexta foto é uma asa canela verde clara fêmea, a sétima é outra Ar cinza fêmea e a última é um cintilante verde claro macho.

Normal cinza fêmea


Ar cinza fêmea


Ar celeste fêmea

Ar celeste fêmea (mesmo periquito da foto anterior)


Ar cinza gold macho 1

Ar cinza gold macho 2

Asa canela verde clara fêmea


Ar cinza fêmea


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