quinta-feira, 31 de julho de 2008

FATRORES QUE INTERFEREM NA FERTILIDADE DOS PERIQUITOS

Por: Julio Cesar Dutra, criador de Periquito Inglês



A baixa fertilidade nos periquitos preocupa bastante os criadores que não param de pesquisar em busca das respostas para este problema. É bastante difícil conseguir que 50% dos ovos eclodam. Existe um estudo feito através da análise de 1.200 ovos que não eclodiram, obtendo o seguinte resultado:



Situação do ovo número porcentagem:


- Branco: 879 - 73,3 %


- Filhote morto no ovo: 178 - 14,8 %


- Morte precoce do embrião: 133 - 11,1%


- Ovos deformados: 8 - 0,7%


- Ausência de gema: 2 - 0,2%



Após o sexto ou o oitavo dia de choco os ovos apresentam aumento na escuridão interna que pode ser observado com o auxílio da luz (uma lanterninha). Caso não aconteça são reconhecidos como “brancos” ou inférteis como os 879 da relação acima. Apesar de ser rara a infertilidade nos machos, isto pode acontecer quando, por exemplo, todos os ovos de uma postura forem “brancos”, pois uma fêmea não produziria ovos se fosse infértil.


Algumas vezes são diagnosticados como falha no acasalamento, como no caso em que o criador deixa machos e fêmeas juntos em um viveiro durante os períodos de descanso. Muitas vezes vai juntando filhotes de ambos os sexos até que fiquem adultos num mesmo ambiente. Isto faz com que se acasalem naturalmente e quando separados e apresentados a outro par eles não se adaptam bem ao outro parceiro. Por isto a recomendação é que fiquem separados por sexo até a época de acasalamento.


É constatado também que alguns machos, vez por outra, param de produzir espermatozóides por algum tempo voltando depois a normalizar. Alguns periquitos, principalmente pela evolução do padrão, apresentam penas mais compridas e muito fofas prejudicando o contato sexual na região da cloaca. Existe a recomendação (de alguns criadores), em se cortar as penas em volta desta região para que não atrapalhe no momento do encaixe entre as aberturas masculinas e femininas. (cortam as penas, não as plumas).


Este artigo continua aqui.


Leia também:


FATORES QUE INTERFEREM NA FERTILIDADE DOS PERIQUITOS, PARTE II


As necessidades dos Suplementos vitamínicos para pássaros em criadouro.


Resposta ao leitor: periquitos que não reproduzem


Criação de periquito australiano


CRIAÇÃO DE PERIQUITO INGLÊS EM VIVEIRO - PARTE II





[ ... ]

O FATOR ESCURO

Por: Julio Cesar Dutra, criador de Periquito Inglês



Em 1915 surgiu na Europa uma variedade diferente de periquito australiano. Tratava-se de um verde escuro. Naquela época só existiam verdes claros, alguns amarelos e os azuis claros (celestes). Mais tarde, quando dois verdes escuros foram acasalados, na expectativa de se produzir filhotes todos verdes escuros, houve uma surpresa: Somente a metade dos filhotes produzidos era da coloração verde escuro. A outra metade consistia de periquitos verdes claros e de uma nova variedade, os verdes olivas, que eram mais escuros que os verdes escuros. Estes periquitos (olivas) foram acasalados com os azuis celestes, e quando combinados, produziram o azul cobalto e o malva.


Obs.:


Celeste ............................= azul claro


Cobalto........................... = azul com um fator escuro


Malva ............................ = azul com dois fatores escuros


Verde claro..................... = Sem fator de escurecimento


Verde escuro................... = um fator de escurecimento


Verde oliva .................... = dois fatores de escurecimentos


Esta sendo publicada uma tabela com todos os cruzamentos entre estas cores e as possibilidades em porcentagem das cores dos filhotes.



LEIA MAIS:


AS CORES NOS PERIQUITOS AUSTRALIANOS


Como criar somente periquitos brancos?


MELHORANDO OS ARLEQUINS RECESSIVOS.


BELEZA X QUALIDADE

[ ... ]

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Curiosidade: Curió

Por: Julio Cesar Dutra, criador de Periquito Inglês

Nome : Curió

Outro nome: Avinhado

Nome científico : Oryzoborus angolensis

Siguinificado do nome : Curió siguinifica na linguagem indígena "amigo do homem"

Ordem : passeriforme

Família :Fringilidas

Nome em inglês : Thick-billed (lesser). Seed finch

Nome em espanhol :Semillero Picogueso

Alimentação no habitat natural : Alimentam-se basicamente de alguns insetos, vários sementes com exclusividade na semente do capim navalha (tiririca).
Esta praticamente extinto na natureza, pois o seu meio ambiente foi invadido pela agricultura, criação de gado e pelo avanço das construções imobiliária. Hoje devido ao trabalho abnegado de alguns criadores, já podemos dizer que esta espécie só não esta completamente extinta, devido aos criadouros que mantém viva esta idéia de melhorar cada vez mais este lindo pássaro e seu maravilhoso canto. Na natureza ele vive hoje pouco mais de três ou quatro anos, no cativeiro temos curiós com mais de tinta anos, vivendo saudável e em segurança.

[ ... ]

terça-feira, 29 de julho de 2008

Curiosidade: ALPISTE


Por: Julio Cesar Dutra, criador de Periquito Inglês


Grão rico em carboidratos e outros elementos importantes na alimentação dos periquitos. Ao contrário de que seu nome em inglês (canaryssed) sugere, este grão não é usado somente para canários, sendo, entretanto o principal componente da maioria das misturas de grãos para pássaros. Seu uso principal é nas misturas para canários, pássaros exóticos, pássaros silvestres, periquitos e periquitos gandes. É rico em hidrato de carbono, proteínas, vitamina B, vit. E, etc. O hidrato de carbono produz calorias, mantendo a saúde da ave, facilitando a digestão.

É recomendado que o alpiste sempre entre numa proporção de 50% da mistura ou mais, ele é que vai dar massa muscular e crescimento físico dos filhotes devido á proteína que contém.

Portanto use e abuse do alpiste em seus pássaros.

[ ... ]

sexta-feira, 25 de julho de 2008

MELHORANDO OS ARLEQUINS RECESSIVOS.

Por: Julio Cesar Dutra, criador de Periquito Inglês

Chamamos de arlequins (ou arlequíneos) todos os periquitos que apresentam como característica principal o corpo e as asas “malhados”. O primeiro arlequim recessivo surgiu por volta do ano 1932 na Dinamarca e por isso é conhecido como arlequim Dinamarquês, principalmente na Europa.


O AR (arlequim recessivo) juntamente com o claro de olhos pretos (cop) e os fulvos ingleses, são as únicas variedades que não apresentam a íris branca, possuindo olhos completamente negros. Esta característica é muito importante para diferenciá-los de alguns AD (arlequins dominantes).




Os ARs (arlequins recessivos) são periquitos de menor porte, e ainda pouco trabalhados neste desenvolvimento. Os iniciantes, na intenção de obter maior número de Ars, acabam acasalando AR com AR. Não é proibido este acasalamento, mesmo porque terá toda a prole de recessivos, mas pelo fato de que não acrescentaria nada de melhor no periquito. Devemos primar pelo melhoramento de cada mutação e no futuro poderemos ter recessivos com o mesmo porte e a mesma desenvoltura dos ditos "normais" e dominantes. Por esse fato devemos cruzar um Ar com um normal, dos melhores que tivermos. Desta feita conseguiremos toda uma prole de portadores de AR. Á partir destes portadores, daí sim, cruzar com ARs e os novos filhotes ARs nascerão maiores e melhores.


Como orientação do comportamento desta mutação apresento o quadro abaixo:




Muitos normais/AR ( /esta barrinha siguinifica portador) apresentam uma mancha clara atrás da cabeça, são chamados split e são os melhores portadores á serem utilizados. Os que não apresentarem esta marca deverão ser cadastrados, para que conste em seu pedegree o fato de serem portadores de AR, caso contrário não teríamos como saber.

Estes portadores são criados esclusivamente para melhorar os ARs e não devem ser aproveitados para voltar a acasalar com os normais, pois assim como ele soma para os ARs ele diminui para os normais.


CONCLUSÃO: Cada vez que no acasalamento aproximarmos o recessivo do normal portador, perdemos em quantidade de recessivos na ninhada, porém ganhamos no porte (qualidade) naqueles que nascerem ARs. Caso contrário ( AR X AR ) ganharemos em quantidade, mas não estaremos melhorando nossos recessivos.


LEIA MAIS:

As cores nos periquitos australianos.

Como criar somente periquitos brancos?

O FATOR ESCURO

BELEZA X QUALIDADE

[ ... ]

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Periquito suspeito



Criador de Periquito Inglês

Por: Julio Cesar Dutra, criador de Periquito Inglês

Ao iniciar uma criação de periquitos o correto é procurar um criadouro confiável para comprar e isto após examinar os cuidados com higiene e apresentação geral do criadouro. Muitas pessoas criam suas aves e pássaros sem um mínimo de cuidados essências. Nestes casos corremos o risco de comprar um periquito e levar junto algumas doenças desagradáveis que logo se propagarão aos demais. Todo periquito comprado sem o conhecimento da sua procedência é considerado suspeito do ponto de vista sanitário e deve ficar de quarentena até que esteja confiável para se juntar aos demais. Quando é comprado em casa de pássaros é ainda maior a exigência. O ideal é pulverizá-lo (lavar) com água misturando umas gotinhas de vinagre. Enxugar em papel toalha e proteger do frio e vento. Deve ser pingado na nuca ou na coxa conforme indicação do produto as gotas de ivermectina (allax ou outro). A partir daí ele entra em quarentena por uma semana, se tudo bem então é a hora de dar um vermífugo do tipo avitrin observando a recomendação da bula, e depois sim, ele está pronto para se juntar aos demais.




Macho saudável



Face amarela cintilante celeste

[ ... ]

domingo, 20 de julho de 2008

PERIQUITOS - Aves ou pássaros?

Por: Julio Cesar Dutra, criador de Periquito Inglês



“O simples fato de possuir penas é suficiente para definir uma criatura como ave”. Desta forma podemos concluir que todos os pássaros são aves, mas nem todas as aves são pássaros.



Não está relacionado com o tamanho como se pensa: os pássaros são aves pequenas, pois a rolinha é uma ave, e sendo da família dos pombos é ave igualmente á galinha.


Todos os vertebrados providos de penas são aves, inclusive os pássaros, porém os pássaros pertencem a um grupo zoológico bem caracterizado constituindo a ordem dos passeriformes e a esta ordem não se incluem os PERIQUITOS, os tuins, os andorinhões, os agapornes, nem mesmo os beija-flores apesar de suas reduzidas dimensões. Portanto quando formos diferenciar aves de pássaros não podemos relacionar ao tamanho levando-se em conta apenas o critério de classificação.


Pássaros são passeriformes, que tem bico desprovido de membrana na base, tarsos isentos de penas, pés com três dedos dirigidos para frente e um para trás e unha do dedo posterior mais forte que a dos anteriores, dos quais os dois interiores são ligados entre si na base.


Portanto: PERIQUITO, agapornes, beija-flor, rolinha, tuins, andorinhões, pica-pauzinhos, etc., são aves e João de barro, araponga, bentevis, tesouras, andorinhas, gralhas, sabiás, chupins, graúnas, corrupião, etc., são pássaros.


Das cerca de 1590 espécies de aves presentes no Pais (seg. o prof. Helmut Sick ), quase 900 são pássaros.


Mais curiosidades:
Seja bem vindo!!!!
O mais colorido de 2008.
Momento raro.

Observando se um ovo fértil.


[ ... ]

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Fotos da Semana!!!

[ ... ]

quinta-feira, 17 de julho de 2008

CRIAÇÃO DE PERIQUITO INGLÊS EM VIVEIRO - PARTE II


Criador de Periquito Inglês

Por: Julio Cesar Dutra, criador de Periquito Inglês

Deve ser evitada a superpopulação, pois isto acarreta stress devido as brigas ocorridas geralmente entre as fêmeas. Primeiro se define a quantidade de casais e só depois que estiverem em harmonia serão colocadas as caixas (todas de uma só vez). É melhor ainda que os casais sejam acasalados previamente em gaiolas antes de serem soltos no viveiro.



Quanto às caixas (ninhos) devem ser em número maior em relação aos casais, pois em caso de brigas as fêmeas expulsas tenham a opção de outras caixas. Estas devem ser colocadas rentes ao teto para que uma fêmea invasora não se beneficie em atacar por cima. As caixas devem ser colocadas em posição facilitada para uma inspeção diária para observação e higiene. Este tipo ideal de caixa (ninho) é de madeira e encontrada a venda no comércio, nas lojas de aves. É indispensável que tenham o fundo côncavo para os ovos não ficarem rolando e uma tampa que possa ser aberta para inspecionar o ninho. Devem ser limpas e inspecionadas com regularidade e escaldadas em água fervente ou lavada e flambada ao fogo após cada rodada de criação.





Atenção especial para os comedores e bebedouros que não devem ficar próximos (em baixo) dos poleiros. Estas e outras dicas devem ser estudadas e realizadas antes de colocar os periquitos, pois é bastante desconfortável (stress) para eles que fiquemos construindo melhorias quando já estiverem na fase de adaptação. Quando se quer um viveiro com apenas alguns casais para alegrar o ambiente sem se preocupar com produção é bem mais tranqüilo e menos trabalhoso, bastando para isto não fornecer ninho.



LEIA MAIS:


PERIQUITO INGLÊS: CRIAÇÃO EM COLÔNIA COLETIVA (VIVEIRO) Parte I


Voadeira externa,(viveiro)


DICAS DE CRIAÇÃO


[ ... ]

quarta-feira, 16 de julho de 2008

PERIQUITO INGLÊS: CRIAÇÃO EM COLÔNIA COLETIVA (VIVEIRO) Parte I

Criador de Periquito Inglês

Por: Julio Cesar Dutra, criador de Periquito Inglês


Os criadores de periquito australiano padrão inglês preferem a criação colônia individual, criando num mesmo ambiente, vários casais, cada um em sua gaiola. Não deixa de ser uma colônia, porém mantendo a individualidade de cada casal. Há uma superstição que fala sobre a dificuldade em fazer com que um casal sozinho reproduza. O que ocorre na realidade é que em colônias, seja individual ou em viveiros, eles ficam mais próximos da vida natural onde viviam em bandos. Quando um macho corteja sua fêmea, quando a fêmea prepara (roem) o ninho, quando surgem os primeiros sons dos filhotes, tudo serve de incentivo aos outros casais para iniciarem suas atividades também. É como uma disputa pela produção.


Os periquitos australianos são menores, mais resistentes reproduzem com mais facilidade onde quer que sejam colocados. Os periquitos australianos padrão inglês, são mais pesados, mais desajeitados e menos resistentes que os australianos. Por isso, quando se cogita colocá-los em viveiro, muitos cuidados têm que ser tomados. Um filhote de “inglês” é muito pesado, voa pouco, pode cair do ninho e morrer. Logo abaixo da linha das caixas devemos colocar uma proteção (mesmo com tela) para que os filhotes não caiam direto ao fundo do viveiro onde deve ser colocado areia fofa ou serragem para aliviar a queda. Os viveiros não devem ser muito altos. As fêmeas ficam muito tempo na caixa com os filhotes e com isso perdem a capacidade de voar (Temporariamente).




Deve ser facilitada para a fêmea a ida e vinda ao comedouro e bebedouro, assim como o retorno a caixa, colocando-se mais poleiros que a conduzam até lá sem precisar voar. No planejamento da construção do viveiro é importante observar a posição do sol nascente, o cuidado com os ventos, com o frio excessivo do inverno e o calor demasiado do verão. É bom que fique com a frente para o leste, pois receberá o sol nas primeiras horas da manhã. Para proteger do vento e do frio (noites), usa-se uma cortina de plástico transparente que pode ser recolhido (enrolado) no calor e entendida no frio sem perder a claridade da luz do dia (sol). O periquito sofre mais com o frio do que com o calor. Na possibilidade de ataques (mesmo que por brincadeiras) de cães, gatos, ou até mesmo gavião, deve ser usado tela dupla com uma distância de 2 a 3 cm uma da outra e com a tela externa mais forte. O viveiro deve ter uma porta grande caso precise entrar, e outra pequena para trocar a comida e a água diminuindo com isso as chances de fuga. Para quem construir um viveiro maior e tiver disponibilidade de espaço e material para gastar ($), fica interessante construir um “avancê” a partir da frente do viveiro usando-se madeira, cano de PVC, barras de ferro, e tela. Um espaço onde poderíamos entrar sem estar ainda dentro do viveiro e caso fuja algum periquito ele ficará retido no “avancê”.



Leia mais:


Como criar somente periquitos brancos?


DICAS DE CRIAÇÃO


CRIAÇÃO DE PERIQUITO INGLÊS EM VIVEIRO - PARTE II

[ ... ]

sábado, 12 de julho de 2008

DICAS DE CRIAÇÃO

Criador de Periquito InglêsPor: Julio Cesar Dutra, criador de Periquito Inglês

Respondendo as perguntas da internauta Izabel, incluímos algumas dicas básicas da criação dos periquitos.


A aveia servida para os periquitos deve ser em grãos e é comprada em casas de ração para pássaros. Como já havia orientado anteriormente volto a reforçar: A aveia é um ótimo alimento, principalmente na nutrição de filhotes.O problema surge quando alguns periquitos que nem estão alimentando filhotes resolvem comer somente aveia. (muitas fêmeas fazem isto). Daí pode surgir à obesidade, e periquito muito gordo não reproduz e esta obesidade é um passo para problemas com a saúde. Quanto á postura, sabe-se que a fêmea colocará ovos assim que estiver pronta, em qualquer época e a única forma de evitar será retirando a caixa. Normalmente as australianinhas põem muito cedo, até com cinco meses de idade. Já as inglesas demoram um pouco mais e os criadores de exposição não deixam que se acasalem antes de nove meses no mínimo. Evitam-se os meses mais frios e os de calor muito forte, pois causariam riscos desnecessários.


Raramente será necessário separar o macho, pois ele levará comida e água para a fêmea na caixa e por vezes ficará fazendo companhia para ela. Quando os filhotes estiverem fora do ninho (caixa), o macho continuará alimentando-os na gaiola. Pode acontecer que quando os filhotes já estiverem bem crescidos e quiserem retornar para a caixa poderão sofrer ataques desferidos pela fêmea, pois esta acredita estar protegendo seu ninho contra invasores, ai sim tem que ficar de olho. Ao observar-mos os filhotes se alimentando sozinho é o sinal que poderão ser separados para não perturbarem o casal na próxima ninhada. Porém cada caso é um caso, tem que estar atento.



LEIA MAIS:


PERIQUITO INGLÊS: CRIAÇÃO EM COLÔNIA COLETIVA (VIVEIRO) Parte I


Voadeira externa,(viveiro)


DICAS DE CRIAÇÃO

[ ... ]

As necessidades dos Suplementos vitamínicos para pássaros em criadouro.

Criador de Periquito Inglês

Por: Julio Cesar Dutra, criador de Periquito Inglês

As sementes fornecidas tradicionalmente aos pássaros não contém todos os ingredientes necessários para as fazes em que vivem no cativeiro. Mesmo procurando fornecer uma mistura equilibrada de grãos, fica a desejar em relação a aminoácidos, sais minerais, vitaminas, etc.


As vitaminas sofrem a ação da umidade, da luz do sol e da variação da temperatura ocorrendo perda em seus efeitos benéficos. Esta falta ocasiona distúrbios nos processos metabólicos das aves e dos pássaros de criação. Durante a cria o organismo do pássaro tem necessidades bastante especiais. Na produção dos ovos há um desgaste orgânico bastante importante onde ela produz posturas que tem um peso igual ao seu. Depois vem a situação de choco prolongado e completado pelo exercício pesado de alimentar os filhotes.


Alguns criadores inexperientes deixam a fêmea dar quatro ou mais ninhadas seguidas no mesmo ano. Isto é bastante sacrificante e um passo para a morte precoce da fêmea. O suplemento vitamínico é importantíssimo para uma boa fecundação, para formação dos ovos e depois no crescimento dos filhotes. Outro fator desencadeante de doenças é o stress, muitos pássaros desenvolvem infecções causadas pelas mais variadas formas de stress como: calor, frio, ventos, manuseios excessivos pelo criador, etc. Uma falta de vitaminas pode agravar ainda mais esta situação com a ocorrência da doença.


Na "muda" acontece uma exigência fisiológica muito dura para os pássaros. Na formação de uma nova plumagem o metabolismo funciona muito ativamente e nas misturas tradicionais não só faltam várias vitaminas em quantidades suficientes como também os aminoácidos e outros elementos químicos importantes. Por todas estas razões, em todas as etapas fica claramente necessário oferecer regularmente os suplementos alimentares. Embora nem sempre se tenha muita facilidade para adquirir produtos da linha ORLUX e NUTRIBIRD em todos os estados, existem muitas outras marcas de qualidade e com acesso facilitado para cada região.


Fotos de periquitos suplementados com vitaminas. Obeserva-se melhor plumagem e ótimo vigor físico.



Fêmea asa canela cinza




Arlequino dominante (ADA) verde escuro



Filhotes bem alimentados



Cintilante duplo fator azul ( Baby 2008 )



Série azul, celeste e cobalto.


LEIA MAIS:


Resposta ao Leitor: OVO COZIDO


OBESIDADE.


FATORES QUE INTERFEREM NA FERTILIDADE DOS PERIQUITOS, PARTE II

[ ... ]

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Fotos da Semana!!!












Foto da Semana!!!








[ ... ]

domingo, 6 de julho de 2008

Como criar somente periquitos brancos?

Por: Julio Cesar Dutra, criador de Periquito Inglês



A maneira mais fácil e rápida seria criar os “albinos”, que são os periquitos brancos de olhos vermelhos. Acasalando-se dois ou mais casais albinos, obteremos todos os filhotes brancos de olhos vermelhos e a partir daí cruzando-se os filhotes dos casais “alternadamente”, para evitar cruzar irmão com o irmão teremos um paraíso de albinos.




Albino (esquerda) e claro de olhos pretos (direita)


Outra possibilidade seria conseguir todos brancos através dos periquitos cintilantes. Devendo para isto acasalar dois cintilantes azuis claros (celestes). O resultado deste cruzamento nos oferecerá 25% de “cintilante duplo fator” que é um periquito branco com os olhos preto. Este cintilante duplo fator (branco de olhos pretos) cruzado com outro cintilante seja duplo ou simples fator obterá toda sua prole branca. Quando se usa um tom mais escuro de azul e não o celeste, o duplo fator fica branco, porém com alguns nuances de azul.



Cintilante duplo fator (celeste)


Outra possibilidade ainda seria conseguir os “COPs” (claros de olhos pretos). É uma variedade um pouco mais difícil de ser conseguida, pois precisa de dois periquitos diferentes. Precisamos cruzar um ”AD” (australiano dominante), na cor azul celeste e um “Ar” (arlequino recessivo), também azul celeste. Com o cruzamento destes dois, obteremos 100% dos filhotes AD/Ar, ou seja: arlequino dominante portador de arlequino recessivo. Novamente acasalar o AD/Ar com outro Ar para obter 25% de “COP”, (claros de olhos pretos). Este é um processo mais demorado, porém é a forma de obter-se um pássaro mais raro e muito bonito. A partir daí cruzando-se entre os COPs obteremos 100% de COPs e para melhorá-los devemos cruzá-los com os melhores Ars disponíveis onde obteremos 50% COP (melhores). A diferença básica entre um COP e um cintilante duplo fator é que os cintilantes tem a IRIS branca nos olhos, a carúncula (cera) é azul e não rosa como nos COPS (machos).



Arlequino recessivo (celeste)

LEIA MAIS:
As cores nos periquitos australianos.
MELHORANDO OS ARLEQUINS RECESSIVOS.
O FATOR ESCURO
BELEZA X QUALIDADE

[ ... ]

Compartilhe